Caso Júlio Lancellotti deflagra disputa por CPIs

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Caso Júlio Lancellotti deflagra disputa por CPIs

Foto: Richard Lourenço/Câmara dos Vereadores de SP

A proposta de abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para apurar a atuação de ONGs na cidade de São Paulo, com foco no padre Júlio Lancellotti, abriu uma disputa por CPIs na Câmara dos Vereadores da capital paulista.

Segundo a Folha de S.Paulo, a Bancada Feminista, mandato coletivo do Psol, protocolou um requerimento para instaurar uma comissão que irá investigar as políticas do prefeito Ricardo Nunes (MDB) voltadas a população em situação de rua.

A Bancada Feminista precisa de 18 assinaturas, além das seis que já tem de vereadores do Psol, para conseguir protocolar a CPI na volta do recesso do Legislativo paulistano, em fevereiro.

“Em vez de perseguir quem ajuda e acolhe a parte mais vulnerável de nosso povo, a Câmara Municipal precisa apurar as razões para o enorme fracasso das políticas públicas do prefeito Ricardo Nunes, que só aumentaram o problema”, disse a vereadora Silvia Ferraro, da Bancada Feminista, à Folha.

CPI das ONGs

Proposta pelo vereador Rubinho Nunes (União), a CPI das ONGs será instalada na Câmara Municipal de São Paulo em fevereiro para investigar a atuação do padre Júlio Lancellotti na região central da capital, em especial na Cracolândia.

Após obter as 24 assinaturas necessárias para protocolar a CPI, o vereador articulou um acordo com a cúpula do Legislativo para que a comissão seja instalada logo no início dos trabalhos legislativos, previstos para fevereiro.

A expectativa é que essa investigação ganhe contornos eleitorais, uma vez que Lancellotti mantém proximidade com Guilherme Boulos (PSOL), pré-candidato à prefeitura de São Paulo em 2024.

O partido de Rubinho Nunes, União Brasil, apoia a reeleição de Ricardo Nunes (MDB), e Kim Kataguiri, filiado à sigla, também é pré-candidato. Além disso, o partido conta com Milton Leite, presidente da Câmara Municipal, como uma de suas principais lideranças no estado.

Leia também:

A CPI das ONGs e a resposta da Arquidiocese de São Paulo

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