Equador luta contra mais de 20 mil integrantes de “grupos terroristas”, diz presidente

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Em seus primeiros comentários públicos após a fuga de criminosos conhecidos da prisão e uma onda de violência em diferentes partes do Equador, o presidente Daniel Noboa disse que o país está em um “conflito armado não internacional” e que luta pela paz contra “grupos terroristas” compostos por mais de 20 mil pessoas.

O chefe de Estado equatoriano reiterou que as gangues criminosas são consideradas terroristas e que são objetivos militares de seu governo, conforme detalhado no decreto presidencial anunciado na terça-feira (9). As declarações foram feitas à Rádio Canela.

“Não vamos ceder e deixar a sociedade morrer lentamente, hoje vamos combatê-los, vamos dar soluções e em breve vamos dar paz às famílias equatorianas”, pontuou Noboa.

“Este governo está tomando as medidas necessárias que nos últimos anos ninguém queria tomar”, ressaltou o presidente.

Noboa também comentou a fuga do criminoso Adolfo Macías, conhecido como “Fito”, que, segundo o presidente, estava na lista de presos na noite de sábado (6), mas não descarta que a lista tenha sido falsificada.

“Nos últimos governos ele entrou e saiu ‘como o Pedro pela casa dele’, mas saiu quando soube que seria transferido para um presídio de segurança máxima. Entramos para tirá-lo para transferi-lo”, revelou o mandatário sobre a operação realizada no domingo (7).

Noboa garantiu ainda que os responsáveis ​​​​pela prisão no momento da fuga de “Fito” serão processados.

Sobre a situação carcerária, o chefe de Estado destacou que os grupos de criminosos exigem que os presos não sejam transferidos e “que não sejam construídas prisões de segurança máxima”.

Por isso, nesta quinta-feira (10) serão revelados detalhes da construção de dois novos centros penitenciários de segurança máxima, conforme destacou.

O presidente afirmou que seu governo conta com o apoio do governo dos Estados Unidos e que o embaixador dos EUA, Michael Fitzpatrick, garantiu que o Equador receberá “um pacote de assistência nos próximos dias”.

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Fonte: CNN

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