Novos documentos citam famosos no caso Epstein

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A saga de Jeffrey Epstein, preso por tráfico e abuso sexual de menores em 2019, e sua ex-companheira Ghislaine Maxwell, ganhou um novo capítulo com a divulgação pública de documentos judiciais, antes classificados como sigilosos, pela justiça americana nesta quarta, 3.

A juíza distrital dos EUA, Loretta A. Preska, que analisou os documentos para determinar o que deveria ser tornado público, afirmou em sua decisão de dezembro que estava determinando a liberação porque boa parte das informações neles contidas já são públicas. Os documentos liberados, expondo conexões do financista com personalidades mundialmente conhecidas, foram apenas 40 de um total de 250 que ainda podem ser tornados públicos.

Epstein, por muito tempo visto apenas como um financista bem-sucedido e milionário bon vivant, foi preso em 2005 na Flórida por ter contratado sexo com uma adolescente de 14 anos. Outras meninas apareceram após a prisão do financista fazendo alegações semelhantes, mas ele fez um acordo com a justiça e pegou treze meses de reclusão em regime semiaberto.

Após a prisão, alguns de seus amigos famosos publicamente cortaram relações com Epstein, como Bill Clinton e Donald Trump, enquanto outros continuaram a conviver com ele e Maxwell, participando de suas festas e viagens à “ilha do pecado”, principal residência de Epstein. A ilha de Little Saint James era uma propriedade particular de Epstein, com área equivalente a quase sessenta campos de futebol, comprada em 1998 e avaliada em US$ 65 milhões em valores atuais.

Depois de uma série de reportagens do jornal Miami Herald reacender o interesse público no caso, em 2019, Epstein voltou a ser preso, em 6 de julho, aparecendo morto, enforcado em sua cela, em 10 de agosto do mesmo ano. A justiça americana considera que ele cometeu suicídio enquanto aguardava julgamento, versão recebida com ceticismo por parte da opinião pública que ainda acredita em queima de arquivo.

Entre os citados nos documentos liberados, figuram nomes como os ex-presidentes americanos Bill Clinton e Donald Trump, e o Príncipe Andrew, irmão caçula do atual monarca britânico, o rei Charles III. Clinton aparece no testemunho-chave de Virginia Giuffre, massagista contratada por Epstein que alega ter sido obrigada a fazer sexo com várias celebridades na sua ilha no Caribe.

Os documentos também mencionam Donald Trump, que teria encontrado Epstein após um desvio de voo para um de seus cassinos em Atlantic City. A referência ao Prince Andrew surge em um email de Ghislaine Maxwell e no testemunho de Johanna Sjoberg.

Outras figuras mencionadas incluem Michael Jackson, o mágico David Copperfield, o bilionário Tom Pritzker, o ex-governador do Novo México Bill Richardson, e o pioneiro da inteligência artificial Marvin Minsky.

Alguns nomes acabaram inadvertidamente envolvidos, como o do apresentador e comediante Jimmy Kimmel, que foi alvo de uma piada sobre o assunto e, mesmo não tendo qualquer ligação com Epstein, até hoje aparece em listas de envolvidos em textos de teóricos da conspiração.

Entenda o caso

Jeffrey Epstein (1953-2019) foi um professor e financista americano, conhecido por sua riqueza e conexões com figuras poderosas da política, entretenimento e até da realeza britânica. Ghislaine Maxwell, 62 anos, filha mais nova do magnata da mídia Robert Maxwell, ex-dono do Daily Mirror, era uma socialite britânica e ex-namorada de Epstein.

Ele fundou a Jeffrey Epstein VI Foundation no ano 2000, com sede nas Ilhas Virgens, paraíso fiscal onde se localiza sua “ilha do pecado”, a ilha de Little Saint James, local preferencial para suas orgias com adolescentes na companhia de amigos famosos. Epstein espalhou câmeras em toda ilha para filmar a participação de celebridades nas orgias e ter um “seguro” para fazer chantagens.

A fundação de Epstein chegou a doar US$ 6,5 milhões para a universidade de Harvard. Como representante da sua fundação, participou de conselhos de desenvolvimento científico em Harvard, na Universidade da Pensilvânia e Princeton. Ele também era membro da Comissão Trilateral, fundada por inciativa de David Rockefeller, e do famoso Council on Foreign Relations (CFR), que reúne alguns dos homens mais ricos e poderosos do planeta.

Epstein enfrentou acusações graves de abuso sexual e tráfico de menores, com alegações de que recrutava e abusava de adolescentes. Maxwell foi acusada de ser cúmplice de Epstein, ajudando o namorado a encontrar e coagir vítimas. O escândalo ganhou destaque internacional, gerando até a produção de documentários em plataformas de streaming como a Netflix.

Após a prisão de Epstein em 2019, ele foi encontrado morto em sua cela, um suicídio segundo as autoridades. Maxwell foi julgada e condenada a 20 anos de prisão por sua participação nos crimes, atualmente cumprindo pena numa prisão federal da Flórida.

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